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Enogastronomia
13/08/2018

Uma viagem pelo Mundo dos Vinhos

Você já quis impressionar alguém com um vinho, mas na hora de realizar a compra ficou na dúvida? Então, rapidamente pegou o celular, abriu o Google e começou a pesquisar insanamente, porém encontrou tantas informações que não obteve conclusão nenhuma?  Respirou aliviado e partiu confiante para a segunda opção: ligar para aquele amigo (a) que entende sobre enologia. Empolgado perguntou: “qual vinho eu compro?”.  Como resposta obteve um “depende”. Calma! Isso acontece no universo dos vinhos, pois além de encantador é repleto de particularidades.  Vamos conhecer algumas delas? Como o tipo de casta (uva), a região de cultivo, a influência do clima, armazenamento e temperatura. Cada detalhe interfere no resultado final do produto. E acredite, para realmente conhecer é necessário experimentar!  

Uvas Tintas

Cabernet Sauvignon: é uma uva muito conhecida e apreciada em todo o mundo. Surgiu na cidade de Bordeaux, na França, região conhecida como a capital do vinho francês e originou-se do cruzamento entre duas variedades de uvas, a Cabernet Franc (tinta) e a Sauvignon Blanc (branca). Esta uva é responsável por vinhos encorpados, frutados, com baixa acidez e taninos firmes. Após o envelhecimento adquire notas de chocolate e tabaco. O cultivo desta uva em lugares mais quentes produz vinhos mais frutados, taninos maduros e teor alcoólico mais elevado. Já nas regiões mais frias, os vinhos tendem a ser um pouco menos encorpados.
Principais regiões: França, Austrália, África do Sul e Chile. 

Carménère: foi uma das mais cultivadas na França no século XIX, na região de Bordeuax. Devido à praga deram-na como extinta. No entanto, em 1994 a redescobriram por engano no Chile. Os vinhos produzidos com esta uva possuem coloração rubi com reflexos violáceos, pouco translúcido. O aroma contém características de frutas negras, terra molhada e pimenta preta, que variam conforme a idade e o processo de envelhecimento, ainda na vinícola. Possui taninos mais suaves que a Merlot e Cabernet Sauvignon. Na boca normalmente apresenta taninos aveludados. Possui taninos mais suaves que a Merlot e Cabernet Sauvignon.
Principais regiões: Chile.

Malbec: originou-se no sudoeste da França, na região de Cahors. Com as pragas no século XIX na Europa, os vinhedos sofreram muito, primeiro pela filoxera e depois pela geada que devastou tudo. Praticamente toda a plantação de Malbec foi substituída. Porém, parte dos enxertos foi trazida para a América do Sul, mais especificamente para Mendoza na Argentina tornando-se a casta mais popular e cultivada na região. Seus vinhos geralmente apresentam aromas de ameixa, cereja e notas florais que denotam baunilha e violetas.  Com coloração vermelha púrpura, este vinho é ideal para dias e noites mais frias. Os Malbec argentinos são ótimos. 
Principais regiões: França, Argentina, Itália, Espanha, Nova Zelândia e África do Sul.

Merlot: casta de maturação rápida e prestigiada por muitos. Também se originou na região de Bordeaux e possui características semelhantes à uva Carménère. O nome Merlot deriva do pássaro Merlé, espécie que adorava se alimentar desta uva. Seus aromas primários são de frutas pretas, especiarias, tabaco e herbáceas. Se o vinho passa por barricas de madeira é possível perceber novos aromas: caramelo, coco, chocolate, café e outros. Na boca é aveludado, com acidez e álcool equilibrado em corpo médio e taninos redondos. Possui textura macia e, geralmente, é elaborado junto com a Cabernet Sauvignon.
Principais regiões: Argentina, Austrália, África do Sul, México, Suíça e Estados Unidos.

Pinot Noir: uva com origem bastante discutida. Para alguns ampelógrafos ela surgiu no Vale do Nilo e se espalhou pela Grécia. Para outros, sua origem foi na região de Borgonha, no Leste da França. A Pinot Noir, geralmente produz vinhos tintos mais leves e com coloração rosada, por isso é considerada a uva mais branca entre as tintas. Os aromas primários geralmente são de frutas vermelhas, florais e especiarias. Se você não gosta de vinhos muito fortes aposte em vinhos com esta uva.
Principais regiões: França, Nova Zelândia, Califórnia e Chile.

Syrah: uva originária do Vale do Rhône na França, sendo um cruzamento natural entre as uvas Mondeuse Blanche (branca) e a Dureza (tinta). Além deste nome ela pode ser chamada: Sira, Sirac, Syrac, Serinne e Shiraz (Austrália). Os vinhos produzidos com ela são encorpados, possuem notas de frutas negras maduras e de especiarias. Nas regiões mais quentes os vinhos são mais encorpados e lembram ameixa e chocolate, nas mais frias possuem notas de pimenta preta e couro.
Principais regiões: França, Austrália, Itália, Chile, África do Sul, Estados Unidos e Argentina.
Tannat: originou-se no Sudoeste da França, na região de Madiran. Hoje o maior produtor de vinho com esta uva é o Uruguai, local ao qual se adaptou muito bem e recebe o nome de Harriague. Vinhos com coloração violeta, aromas que lembram frutas vermelhas e negras já amadurecidas. Em boca é bastante concentrado, com acidez controlada, apresentando notas de especiarias. 
Principais regiões: França e Uruguai.


Tempranillo: uva originária de La Rioja no Norte da Espanha. Seu nome está associado à precocidade de sua maturação em relação às demais uvas espanholas. Além disso, ela recebe outras denominações de acordo com o país que a cultiva, por exemplo: Aragonez ou Tinto Roriz (Portugal), Negretto (Itália) e Valdepeñas (Estados Unidos).  Origina vinhos com aromas complexos e bem marcantes, que remetem a frutas negras, chocolate e couro. Sabor de frutas vermelhas com boa acidez e taninos aveludados. Coloração rubi intenso. 
Principais regiões: Espanha, Portugal, Estados Unidos, Argentina, Austrália e México.


Solo: o solo dá suporte à videira e proporciona elementos nutritivos e água. Solos considerados ricos dão vigor e aumentam a produção de cachos, originando vinhos com maior concentração de fruta e menos complexos. Já solos pobres, dão origem a uvas mais ricas e vinhos mais estruturados. No entanto, o desenvolvimento da videira é mais limitado.
 
Clima: de modo geral, o melhor clima para o cultivo é o temperado e com maior amplitude térmica, pois altas temperaturas durante o dia favorecem o amadurecimento da fruta e o frio da noite faz com que a planta repouse, proporcionando assim maior longevidade à videira.

Altitude: quanto maior a altitude, menor é a temperatura média e, com isso, a maturação da fruta é mais tardia. 
 
Chuvas: tanto o volume da chuva quanto a sua distribuição durante o ano influencia na qualidade do vinhedo. Chuvas muito intensas nas épocas de colheitas fazem com que a fruta perca açúcar e aumenta a proliferação de fungos devido à alta umidade.
 
Relevo: a topografia influencia devido à incidência dos raios solares. Terrenos situados em declives possuem maior proteção contra geadas e drenagem da água da chuva.
Fontes: sites Winepedia, Vemdauva e Associação Brasileira de Enologia 
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